Ivar Lodbrok
Apelidos: Ivar · Buphe · head of Kunkuska
- Raça
- Vampira — ancestral-verdadeira (진조)
- Cargo
- Cabeça da Companhia Comercial Kunkuska; magnata de Niflheim
- Riqueza
- O ser mais rico do reino demoníaco
- Corpo verdadeiro
- Mulher jovem, cabelos dourados, olhos violeta-ametista (age por meio de clones-fantoche)
- Lealdade
- Neutra na aparência; aliada secreta e credora de Dantalion
- Estado
- Sobrevive; obrigada a fazer o papel de Dantalion para sempre
Descrição
Ivar Lodbrok é uma **ancestral verdadeira** (진조) — uma das menos de dez vampiras de sangue puro ainda sobreviventes — e o ser mais rico do reino demoníaco. Como chefe da Companhia Comercial Kunkuska, com sede na dourada cidade neutra de Niflheim, ela controla uma rede de comércio, crédito e informação que se estende por todo o reino demoníaco e pelo continente humano. Para os funcionários comuns de sua própria companhia, ela não é uma mera CEO, mas uma deusa do mundo dos negócios que governa há séculos; quando Dantalion percorre a sede perguntando a estranhos onde encontrar "Ivar Lodbrok", os funcionários o tomam por um louco, como se um turista tivesse entrado no Vaticano perguntando como encontrar o Papa.
**A prudente titereira (introdução, caps. 243-246).** Ivar quase nunca aparece em seu próprio corpo. Ela age por meio de clones-fantoches descartáveis — sendo o principal deles uma persona masculina — e mesmo quando convocada chegará como "uma boneca falsa", pois não confia sua verdadeira forma a nenhum Lorde Demônio. Sua razão verdadeira é o ódio: a vampira ferve de raiva pela forma como os Lordes Demônios tratam toda a demonkind como gado. Certa vez, na rota do herói do jogo, ela chegou ao ponto de se marcar com um selo de escrava e se voluntariar como escrava do herói, jogando fora a carreira, as conexões e a fortuna de milênios pela simples chance de ver todos os Lordes Demônios destruídos. Dantalion, que sabe disso pelo jogo, recusa-lhe um contrato até que ela apareça para ele em seu verdadeiro corpo de vampira — e os crescentes lucros da economia do calabouço dele acabam por forçar sua mão.
**A conquista mais rápida da história (caps. 250-255).** Quando Ivar finalmente se revela em Niflheim, seu corpo verdadeiro não é o fantoche masculino, mas o de uma bela jovem com olhos cor de ametista e cabelos loiros e dourados. Em uma reunião privada de horas, regada a bebida, Dantalion trama um longo engano: finge estar bêbado, afirma ter o poder de "ver o passado" e confessa um sonho (inteiramente fabricado) de apagar todos os Lordes Demônios para que a demonkind possa enfim ser livre. Ele lhe arranca a única **"história certa"** que o jogo exige — seu luto e sua raiva — e lhe diz exatamente o que ela ansiou ouvir por séculos. Com isso, ele quebra dois de seus "bloqueios" de afinidade de uma vez e a seduz, completando o que o jogo chama de a rota mais rápida já registrada. Na manhã seguinte, ela acorda de ressaca entre setenta e duas garrafas vazias, mortificada, e então resolve friamente usar o caso como arma contra o exército dos Lordes Demônios — enquanto silenciosamente pressiona a capa descartada dele contra o rosto.
**A vingança imperdonável.** A riqueza de Ivar foi construída sobre uma ferida. Ela nasceu em um clã de vampiros pequeno e fraco que jurou lealdade a **Vassago**, o Lorde Demônio de 3º escalão, em troca de sua promessa de riqueza e prosperidade. Quando Vassago foi encurralado ao lutar contra os draconoides, usou seus familiares como bodes expiatórios: prendendo-os com sua opressiva aura de Lorde Demônio para que não pudessem fugir, os deixou para morrer e escapou sozinho. Seu pai, sua mãe e seu amante pereceram; ela foi a única sobrevivente, escondida sob os cadáveres. Ela jurou retribuir aquela traição na mesma moeda. Entrando sozinha no mundo dos negócios, abriu caminho a pulso até a chefia da maior casa comercial do reino demoníaco — e quando finalmente se voltou contra os Lordes Demônios, o colapso da companhia em um único dia derrubou toda a economia de Niflheim, arruinando inúmeras firmas menores e lançando o exército dos Lordes Demônios em pânico. Ivar consumou sua vingança.
**O papel eterno (final, caps. 484-507).** A tragédia de Ivar é que o único homem que a libertou volta a aprisioná-la. Tendo jurado assumir qualquer culpa antes de saber do que se tratava, ela fica presa por seu próprio juramento quando Dantalion encena sua própria morte: ela deve ocultar que seu amado partiu e **fazer o papel de Dantalion para sempre**, governando em seu nome por trás do trono fantoche do império. Ela implora para não ter de fazê-lo — uma vampira de cabelos dourados que se agarra a ele com braços trêmulos, gritando que ele havia prometido que ela poderia por fim viver simplesmente como uma garota em vez de como uma boneca — mas só ela lidou com os Lordes Demônios por tempo suficiente para sustentar esse papel. No derradeiro devaneio de Dantalion, ela está entre os nomes que ele ansia reunir para mais uma contemplação das cerejeiras em flor "na próxima primavera": Laura, Lapis, Sitri, Daisy, Paimon — e Ivar.
Personalidade
Ivar é a mercadora consumada: cautelosa ao extremo, atenta à política, e jamais mostra sua verdadeira carta — nem seu verdadeiro corpo — sem motivo. Sob a magnata serena arde uma dor milenar e um ódio inextinguível pelos Lordes Demoníacos que transformaram seu clã em bodes expiatórios. Essa mesma ferida a torna vulnerável: quando Dantalion lhe oferece a camaradagem e o reconhecimento que ela secretamente ansiava por séculos, a mercadora de ferro se desfaz numa moça que chora. É astuta o bastante para tentar transformar em vantagem até a própria sedução, e ao mesmo tempo terna o bastante para guardar a capa que ele descartou e respirar seu aroma às escondidas.
Poderes e alcance
Como ancestral-verdadeira, possui a longevidade e a resiliência de uma vampira de sangue puro e — como todas de sua linhagem — uma quase imunidade à bebida comum (é preciso um licor de Narak para derrubá-la). Sua arma decisiva, contudo, não é o corpo, mas o império do comércio: a Companhia Comercial Kunkuska, a maior do reino demoníaco, que ela maneja como uma rede de dinheiro, crédito e informação. Governa por meio de clones-fantoche intercambiáveis em vez de arriscar sua forma real, e uma só decisão sua — sustentar ou abandonar um mercado — pode encumbrar um Lorde Demoníaco ou, como provou sua vingança, afundar num dia toda a economia de Niflheim.
Papel na história
Ivar é ao mesmo tempo a bolsa de Dantalion e uma de suas «conquistas» mais limpas — uma heroína cujas fechaduras de afinidade ele rompe em tempo recorde, após o que os bolsos mais fundos do reino demoníaco financiam em silêncio seus esquemas e a ascensão de sua futura chanceler, Lapis. Sua história também transforma a velha traição de Vassago numa dobradiça moral da guerra. Na reta final é-lhe incumbido o fardo mais pesado de todos: desvanecer-se atrás da máscara do próprio Dantalion, governando o império em seu lugar para que o mundo nunca saiba que seu titereiro morreu — uma criatura amante da liberdade condenada, pelo próprio homem que a libertou, a ser uma boneca por toda a eternidade.
Linha do tempo
- Capítulo 243
Atraída pelos lucros disparados da economia-masmorra de Dantalion, Ivar vai em pessoa implorar a corretagem exclusiva dos artigos mágicos dos magos.
- Capítulo 244
Dantalion recusa negociar através de sua «boneca falsa», lembra-lhe seu ódio aos Lordes Demoníacos e exige que apareça em seu verdadeiro corpo de vampira.
- Capítulo 246
Ivar envia uma carta perfeitamente equânime concordando em mostrar-lhe enfim sua forma real.
- Capítulo 250
Em Niflheim, Dantalion é expulso da sede de Kunkuska como um louco; só depois de Belial ajudá-lo a chegar ao balcão VIP é que o clone de Ivar desce correndo horrorizado.
- Capítulo 251
Ivar se arrasta pedindo perdão; sob juramento revela enfim seu verdadeiro corpo — uma mulher de cabelos loiros cujos olhos, contudo, são negros, não o ametista que o jogo mostrava.
- Capítulo 252
Diante do vinho, ela e Dantalion bebem a sós; ele começa a cumprir as condições secretas para romper suas fechaduras de afinidade.
- Capítulo 254
Ivar derrama seu passado — a traição de Vassago e a matança de seu clã — e Dantalion, fingindo um sonho compartilhado de destruir todos os Lordes Demoníacos, rompe duas fechaduras de afinidade de uma vez.
- Capítulo 255
Dantalion completa a sedução — o clear de rota mais rápido da história do jogo; Ivar acorda de ressaca e decide transformar o caso em arma, enquanto pressiona contra o rosto a capa dele.
- Capítulo 484
Presa por seu juramento imprudente de carregar toda culpa, Ivar recebe a ordem de ocultar a morte forjada de Dantalion e fazer seu papel para sempre; implora em vão que a poupem.
- Capítulo 507
No devaneio moribundo de Dantalion, Ivar está entre os entes queridos que ele deseja reunir para uma última contemplação das cerejeiras «na próxima primavera».
Relações
- Dantalionpatrono e «camarada»
Conquistada pelo ódio compartilhado e fingido aos Lordes Demoníacos; torna-se sua credora e aliada e, no fim, é forçada a ocupar seu lugar.
- Vassagoinimigo jurado
O Lorde Demoníaco de 3º escalão que ela um dia serviu; usou seu clã como bodes expiatórios e fugiu, matando sua família e seu amante.
- Lapis Lazuliex-subordinada
Mercadora meio-súcubo que ascendeu dentro da Companhia Comercial Kunkuska antes de se tornar a chanceler de Dantalion.
- Companhia Comercial Kunkuskacabeça / proprietária
Construiu e governa a maior casa comercial do reino demoníaco, sediada em Niflheim.
- BarbatosLorde Demoníaco temido
Um dos altos Lordes Demoníacos cuja confiança Dantalion ameaça voltar contra Kunkuska; principal patrona e amante de Dantalion.