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Lord of the Mysteries · Capítulo 64

Capítulo 64: O Instigador (Segunda atualização, peço votos de recomendação)

5 de março de 2018 · 5 min de leitura · 950 palavras

Depois de dar instruções à cadela golden retriever , Audrey andou para frente e para trás alguns passos, ainda não se sentindo segura, pois não sabia se a magia ritual de hoje teria algo estranho.

— Assim... — Seu olhar se tornou calmo, ela examinou o processo antecipado com a atitude de uma observadora, e logo teve um novo plano.

Audrey trancou a porta do quarto por dentro e disse ao grande cão dourado: — Susie, fique aqui. Se e os outros tentarem entrar à força, avise-me imediatamente no banheiro.

Para prevenir algum acidente, sua dama de companhia tinha a chave para destrancar a porta.

Susie a olhou com olhar sombrio e balançou o rabo três vezes.

— Muito bem, vou deixar você escolher seu almoço de hoje! — Audrey cerrou o punho e balançou levemente.

Terminadas as instruções, ela entrou no banheiro e viu que na banheira quadrada de três a quatro metros de lado já havia água clara ondulando, vapor branco se espalhando, e uma névoa fantasmagórica sufocante.

Audrey limpou uma mesa retangular que estava cheia de potes e garrafas, depois voltou para o cômodo externo e trouxe velas, oferendas, um manto branco e outros itens.

Em seguida, fechou a porta do banheiro.

Feito tudo isso, Audrey suspirou aliviada e pegou uma garrafa translúcida azul claro do tamanho de uma palma ao lado das quatro velas.

A garrafa era cilíndrica, cintilando com um brilho sonhador sob a luz, e dentro estava o óleo essencial ritual que ela destilou e extraiu ontem. Como entusiasta do ocultismo, ela estudou bastante coisas semelhantes e tinha em casa muitas águas florais, extratos, bálsamos, óleos essenciais e incensos caseiros, então rapidamente se preparou de acordo com a descrição do Louco.

— Lua, hortelã dourada, sono profundo, cítrico dourado e rosa-das-pedras... uma fórmula estranha... — murmurou Audrey. — Hum, antes da magia ritual, é preciso limpar o corpo e acalmar a mente, é respeito ao divino, uh, ao objeto de súplica.

Recordando o processo, ela colocou o óleo essencial ritual na borda da banheira e começou a desabotoar suas roupas leves de casa.

Uma a uma, as vestes de seda caíram no cesto de roupa suja. Audrey enrolou o cabelo comprido, primeiro testou a temperatura da água com a mão, depois ficou na ponta dos pés e entrou cuidadosamente, mergulhando o corpo no abraço aconchegante.

— Ufa... — ela exalou confortavelmente, sentindo o corpo todo quentinho e extremamente relaxado.

Realmente, não queria mexer nem um dedo... Audrey se forçou a se animar, pegou o frasco translúcido azul claro e derramou algumas gotas de óleo ritual na água.

Uma fragrância se espalhou, com uma essência oculta na tranquilidade. Audrey respirou fundo algumas vezes e assentiu satisfeita.

— Nada mal, cheiro bom.

— Realmente relaxante, tão confortável...

— Não quero me mexer nem um pouco, realmente gostaria de ficar deitada quietinha assim...

— Quieta e calma, quieta e calma... quieta... calma...

Não se sabe quanto tempo se passou, quando Audrey ouviu de repente latidos.

Ela abriu os olhos abruptamente, olhou em volta confusa e descobriu que Susie já tinha aberto a porta e entrado, agachada do lado de fora da banheira, com um olhar bastante resignado.

Esfregando os olhos, Audrey sentiu que a temperatura da água tinha caído consideravelmente.

— Eu, eu dormi? — ela perguntou inconscientemente.

Susie a olhou, sem latir nem balançar o rabo.

— Ha ha, aquela garrafa de óleo essencial ritual é realmente eficaz, hmm, muito boa! — Audrey riu secamente duas vezes e explicou em tom alegre.

Ela se levantou, pegou uma toalha e, enquanto se envolvia e secava, disse ao grande cão dourado: — Susie, continue vigiando, não deixe Annie e os outros entrarem!

Quando o grande cão dourado saiu, ela timidamente mostrou a língua, largou a toalha e vestiu diretamente o manto branco limpo.

Fechando a porta do banheiro, Audrey relembrou cuidadosamente o ritual que havia registrado.

Ela pegou as quatro velas e as colocou nos quatro cantos da mesa.

— Canto superior esquerdo pão branco, canto superior direito macarrão Feneport, cheiro tão bom, mas um pouco frio... Não, não é hora de pensar nisso! Canto inferior esquerdo arroz de frutos do mar, canto inferior direito torta Dixie... — Audrey arrumou cuidadosamente o altar de acordo com a descrição do Louco, balançando a cabeça duas vezes.

Preparada, ela acendeu as quatro velas em ordem, pegou a faca de prata e a inseriu na pilha de sal grosso.

Depois de recitar a oração de santificação hermética, Audrey tirou a faca com padrões ornamentados e a colocou em um copo com água limpa.

Concentrando-se, ela retirou esta 'lâmina sagrada' de prata, meditando na cena da espiritualidade se espalhando e jorrando da ponta.

Uma força invisível extravasou. Audrey, com a faca na mão, deu uma volta em torno do altar, sentindo que de fato se erguia uma parede espiritual ao redor, excluindo todas as impurezas e todas as interferências.

Ela manteve o estado de 'Espectador', não permitindo que a excitação e a alegria em seu coração afetassem o ritual.

Deixando a faca de prata, ela pegou o pequeno frasco cristalino azul claro e pingou uma gota em cada vela.

Sisse!

Fragrâncias sutis se espalharam uma após a outra, e o corpo, coração e espírito de Audrey pareceram obter tranquilidade.

Ela respirou fundo em segredo, baixou a cabeça reverentemente e começou a recitar a oração formal em linguagem hermética: «Ó Louco que não pertence a esta era; És o misterioso soberano sobre a névoa cinzenta; És o rei amarelo e negro que governa a sorte.

Suplico sua ajuda.

Imploro seu favor.

Rogo que me conceda um bom sonho.

Sono profundo, erva da lua vermelha, por favor transmite teu poder ao meu encantamento.»

Fim do capítulo 64