Serviu-se de café, voltou ao arsenal para pegar a grossa pilha de documentos históricos e os rascunhos das explicações que o Velho Neil havia organizado. Klein seguiu os lampiões a gás na parede e virou em direção às escadas que levavam à Companhia de Segurança Blackthorn.
Toc, toc, toc. Os passos ecoavam nas profundezas subterrâneas seladas e vazias.
Klein subiu a escada em espiral, empurrou a porta, reconheceu-a por um momento e foi direto para a segunda sala do outro lado.
Depois de dois dias de familiarização, ele já tinha uma ideia aproximada do layout da Companhia de Segurança Blackthorn: Logo na entrada havia um amplo saguão de recepção com um conjunto de sofás, mesas e cadeiras. Atravessando uma divisória, chegava-se à área interna. As três salas à esquerda do corredor eram, de perto para longe, o escritório de contabilidade da Sra.
As três salas à direita eram, de perto para longe, o escritório do capitão
Klein já tinha visto
Brite tinha um dia de folga depois do seu turno noturno.
—Uma máquina de escrever Aucuse modelo 1346... —murmurou Klein, que tinha visto algo semelhante no escritório de seu tutor e na casa de Welch, sentindo que o complexo sistema de controle apenas visível estava cheio de uma estética mecânica.
Ele se sentou na mesa onde estava a máquina de escrever, se concentrou por um momento e começou a praticar a digitação virtual.
No começo, ele instintivamente os tratava como pinyin, mas só depois de se familiarizar, "digeriu" os fragmentos de memória correspondentes do dono original e parou de cometer erros.
Tec, tec, tec! Os golpes rítmicos das teclas eram como uma peça musical rígida do metal, da indústria. Acompanhado por esta melodia, Klein preparou rapidamente os documentos para solicitar fundos.
Mas ele não se apressou em procurar Dunn Smith, em vez disso, se acalmou e leu a sério os documentos históricos fornecidos pelo Velho Neil, tanto para revisar quanto para aprender.
Perto do meio-dia, ele esticou o pescoço, guardou os materiais e, com base nos rascunhos do "Curso de Ocultismo", revisou e consolidou o que havia aprendido pela manhã.
Só então ele pegou o "requerimento" e foi ao escritório ao lado, batendo suavemente na porta.
Dunn estava esperando seu almoço chegar. Quando viu os documentos que Klein lhe entregava, esboçou um leve sorriso e disse: —Foi o Velho Neil quem te ensinou isso? —Mm— Klein não hesitou nem um instante em dedurar o Velho Neil.
Dunn pegou a caneta vermelha escura, assinou rapidamente e disse: —Estou prestes a solicitar os fundos de julho, agosto e setembro para a igreja e para a delegacia do condado. Vou incluir o seu nisso. Quando for aprovado, você pode retirá-lo com a Sra. Orianna. Quanto ao pêndulo, você pode pegá-lo esta tarde.
—Tudo bem— respondeu Klein de forma concisa e vigorosa. Seu tom e seu olhar estavam tingidos de uma alegria evidente.
Antes de se despedir, perguntou de passagem: —Os fundos para julho, agosto e setembro não deveriam ter sido solicitados em junho? Como é que estão sendo solicitados em julho?
Dunn ficou em silêncio por alguns segundos, pegou sua xícara de café, deu um gole e disse: —Em junho, encontramos três casos seguidos. Estávamos tão ocupados... tão ocupados que algumas coisas foram esquecidas.
Digno de um capitão com memória fraca... Klein sabia que tinha perguntado algo que não devia, deu duas risadas secas e saiu rapidamente.
E assim começou uma vida simples e regular: meia hora de meditação ao amanhecer, duas horas de curso de ocultismo pela manhã, uma hora e meia estudando documentos históricos, uma soneca na sala de descanso após o almoço para recuperar as energias.
Em seguida, pegava balas, ia ao "Clube de Tiro" para praticar. Depois da prática, caminhava até a residência de Welch, que não ficava muito longe, mudava de rota e voltava para a Rua Ferro Cruz. Isso economizava o custo de uma viagem de carruagem pública. Se ainda tivesse tempo livre, praticava habilidades como Visão Espiritual e Pêndulo, e de quebra comprava verduras.
* * * * * * Em um laboratório químico privado equipado com instrumentos e artigos completos.
Audrey, de figura esbelta e cabelo loiro macio, contemplava fixamente o copo em sua mão. Inúmeras bolhas subiam, tornando a atmosfera pacífica.
Finalmente, o líquido no copo se assentou em um branco prateado viscoso.
—Haha, realmente tenho talento para o ocultismo! Consegui na primeira tentativa! Antes estava preocupada em falhar, preparei dois conjuntos completos de materiais! —disse a jovem alegremente para si mesma.
Ela guardou os materiais restantes que havia tirado do tesouro da família e trocado com outros, respirou fundo, preparou-se para fechar os olhos e beber a poção de "Espectadora".
Naquele exato momento, ouviram-se "au, au, au!" do lado de fora do laboratório, e Audrey franziu a testa na hora.
Ela colocou o copo, cujo líquido branco prateado balançava suavemente, em um canto escuro, virou-se e caminhou em direção à porta.
—
Susie, a grande cadela dourada, abanava o rabo com uma expressão bajuladora, enquanto
Audrey saiu do laboratório, fechou a porta atrás de si, olhou para Annie e disse: —Eu não te disse para não me interromper quando estou fazendo experimentos químicos?
Annie respondeu angustiada: —Mas há um convite de uma duquesa, da senhora Della.
—A esposa do duque Negan? —Audrey deu alguns passos à frente, aproximando-se de Annie.
—Sim, ela convidou a senhorita Weiwei, a confeiteira da corte, e convida a senhora e a senhorita para o chá da tarde. —Annie explicou o conteúdo do convite.